Homenageados do MID 2018

Yara de Cunto

Yara de Cunto é arte por onde passa. O MID 2018 celebra uma das maiores agitadoras culturais - curadora, apreciadora, professora, precursora, entusiasta, atriz e coreógrafa - da dança no Brasil. A grande pioneira e responsável pela formação de gerações de bailarinos e intérpretes da Dança Contemporânea no Distrito Federal. Os movimentos do balé entraram na sua vida com nove anos de idade e depois, com 17 anos, ela se encantou pelo teatro. No Rio de Janeiro, nos anos 60, trabalhou com Tônia Carrero e Margarida Reis na peça “Calúnia”, dirigida por Adolf Celi. Também subiu no palco do Teatro Ipanema em “Oscar” com Rubens Corrêa e Ivan Albuquerque, trabalhou em uma peça experimental de Madame Henriette Morineau e fez participações na extinta TV Tupi. Além disso, fundou o Balé do Teatro Guaíra em Curitiba, um dos mais importantes do país. Yara chegou na capital federal na década de 70 e foi dar aulas na UnB fugindo do clássico e se aproximando cada vez mais do movimento livre e autoral. Foi durante suas aulas que surgiu o grupo Asas & Eixos, que serviu de norte para a cultura da dança contemporânea no DF. Recentemente, protagonizou a peça “Sopro”, dos irmãos Adriano e Fernando Guimarães, com uma atuação inesquecível. Somos privilegiados por poder conviver com Yara de Cunto cujas qualidades e características vão além do nosso alcance. Uma mulher que marca a história da dança contemporânea de Brasília e do Brasil. Presença forte que inspira e ilumina a todos nós!  

 

Jean Pascal Quiles

 

O músico, concertista e diplomata Jean Pascal Quiles é especialista em políticas públicas culturais, empreendedorismo cultural e economia criativa. O adido cultural da França, que está no Brasil desde de 2014 e agora se despede de Brasília para seguir em nova missão, recebe a homenagem do Movimento Internacional de Dança pela sua atuação e comprometimento com as Artes. Nascido em Casablanca, no Marrocos, o músico foi para a França ainda pequeno onde especializou-se em guitarra clássica. Estudou musicologia em Sorbonne, ganhou o diploma de concertista e chegou a ser diretor da orquestra de Sénart. Durante a sua carreira, começou a se envolver no território de políticas públicas. Foi diretor adjunto do mestrado de direção de projetos culturais do Instituto de Ciências Políticas de Grenoble. Trabalhou na comissão francesa na Unesco com foco na diversidade cultural e digital, antes de assumir o cargo em Brasília Como músico, Jean Pascal conta que teve o primeiro contato com a Dança Contemporânea em um lugar improvável. Foi em um pequeno centro cultural voltado para jovens em Pontault Combault, Seine, onde ele dava aulas. O lugar, que foi uma dos maiores centros de dança francês nas décadas de 60 e 70, abrigava grandes nomes da dança mundial para ministrar ateliês e aulas como Merce Cunningham, Alvin Ailey,Trisha Brown, Carolyn Carlson e também o músico John Cage. Lá entrou em contato com a arte que tanto aprecia e que também faz parte do seu trabalho como articulador e fomentador da cultura. O MID 2018 celebra Jean Pascal por ter sido uma figura tão importante no estreitamento dos laços entre Brasil e França nesses últimos anos. Sentiremos saudade do profissional e da pessoa humana que tanto nos inspira!

Banco do Brasil, Embaixada da França no Brasil e Instituto Francês do Brasil 

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